terça-feira, 13 de março de 2018
Jamais me esquecerei de ti
Troco-te o nome
Mas jamais te trocarei a amizade
Porque o nome, são apenas letras
E tu a mim deixas saudade
Troco-te o nome por distração
Por incoerência e até respeito
Mas fica o registo no meu peito
E o pecado no coração
Troco-te o nome
Sem ter que te pedir perdão
Troco o teu nome e o teu lugar
Troco até a tua cor
Troco tudo o que vem de ti
Só que
Por nada eu troco esta vontade de amar
Fujo de mim e da minha sombra
Fujo do meu intenso pensar
Rasgo a vontade e o desejo
Só não rasgo esta vontade de amar
Escondo as fotos e as letras
Os escritos que fui escrevendo
Escondo a história que em ti vivi
Esqueço tudo o resto
Só que eu nunca me esqueço de ti
Apago as passadas que falei
E tantas que eu houvera de falar
Apago da memória os momentos em que amei
Mas nunca eu esquecerei
Esta vontade de amar
Jluiz
segunda-feira, 29 de maio de 2017
Sabes queria amar-te
loucamente
Como eu louco sou e desejo tanto amar
Como eu louco sou e desejo tanto amar
Mas se acaso assim
Sim
Assim tão de
repente
Num acesso de loucura
Mas
Eu que louco sou
Num acesso de loucura
Mas
Eu que louco sou
Te pudesse abraçar
tão docemente
Oh Deus que loucura
a minha
Parece que de mim se
avizinha
A sede a fome
Esta vontade de me
dar
A sede não é da
fonte
Nem tão-pouco a
fome é pão
É este desejar de
um louco homem
Que louco sonha a paixão
Que louco sonha a paixão
E se a loucura é
seu vestir
Na pele do seu
nascimento
Que não seja o
sonho tormento
Porque louco é seu
sentir
Será esta loucura
diferente
De gente
De gente que vive a
mentir?
Eu quero amar tão
docemente
Amar sim sem desejo
de possuir
Jluiz
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Não sou posse de ningúém
Eu não quero ser posse de ninguém
Ou mesmo de alguém me pertencer
Quero simplesmente viver
E partilhar tudo também
Não quero muros que me protejam
Nem amarras que me prendam
Quero sentir a força do vento
Quero viver cada momento
Da vida que quero e tento
Quero tirar os ferrolhos
Às portas que me limitam
Quero abrir de par-em-par essas janelas cinzentas
Quero tirar de mim as telhas
Essas que me protegem e abrigam
Quero sentir o vento nas ventas
Quero sentir a terra fresca
Terra que me há-de comer
Mas enquanto aqui viver
Não quero ser posse de alguém
E ninguém me há-de ter.
Que me não digam para onde vou
Quero ser eu a ir mais além
Quero viver na vida o que sou
Ser e não ser de outro alguém
Jluiz
Ou mesmo de alguém me pertencer
Quero simplesmente viver
E partilhar tudo também
Não quero muros que me protejam
Nem amarras que me prendam
Quero sentir a força do vento
Quero viver cada momento
Da vida que quero e tento
Quero tirar os ferrolhos
Às portas que me limitam
Quero abrir de par-em-par essas janelas cinzentas
Quero tirar de mim as telhas
Essas que me protegem e abrigam
Quero sentir o vento nas ventas
Quero sentir a terra fresca
Terra que me há-de comer
Mas enquanto aqui viver
Não quero ser posse de alguém
E ninguém me há-de ter.
Que me não digam para onde vou
Quero ser eu a ir mais além
Quero viver na vida o que sou
Ser e não ser de outro alguém
Jluiz
Tenho idade para viver
Perguntas-me qual é a minha idade
Tenho idade que tenho
Tenho altura e tamanho
E também tenho saudade
Tenho a idade de ser menino
E idade de ser avô
Tenho idade do conhecimento
De sentir e ouvir soprar o vento
E da criança ainda, o sou
Tenho a idade do pião
Quanto ao saltar à corda
Ai eu já só gosto de ver
Pois que com a idade que estou
A tal idade de avô
Olhar é muito maior o prazer
Mas ainda tenho o sonho como companheiro
Porque mesmo acordado, eu voo longe
Nas asas de tanto querer
Da aventura e no desejo do prazer
Que aqui tanto me faz escrever
Mas por tudo isso aqui eu te vou responder
Tenho realmente a idade que eu tenho
Que com maior o menor o desempenho
Ainda tenho idade para viver
Jluiz
Tenho idade que tenho
Tenho altura e tamanho
E também tenho saudade
Tenho a idade de ser menino
E idade de ser avô
Tenho idade do conhecimento
De sentir e ouvir soprar o vento
E da criança ainda, o sou
Tenho a idade do pião
Quanto ao saltar à corda
Ai eu já só gosto de ver
Pois que com a idade que estou
A tal idade de avô
Olhar é muito maior o prazer
Mas ainda tenho o sonho como companheiro
Porque mesmo acordado, eu voo longe
Nas asas de tanto querer
Da aventura e no desejo do prazer
Que aqui tanto me faz escrever
Mas por tudo isso aqui eu te vou responder
Tenho realmente a idade que eu tenho
Que com maior o menor o desempenho
Ainda tenho idade para viver
Jluiz
Por favor diz-me
Por favor diz-me quero saber
Porque me fizeste nascer
E por tal hoje mo vens cobrar
Eu entendo que tenha sido a loucura
A procura do prazer
A fuga para tudo o mais esquecer
Mas:
Tu hoje vens-me dizer
Que eu já devia saber
O difícil que é viver
Quando se não vive em liberdade.
Sabes que.
Liberdade é o conhecer
Para assim poder escolher
É decidir o que fazer
Para que mais tarde não venha de novo a acontecer
Outro alguém vir perguntar
“Diz-me porque me fizeste nascer”
Assim a liberdade é responsabilidade
Por isso hoje eu quero
Do que tu sabes, aprender
Para eu poder crescer
E sentir a harmonia
Da partilha do saber
Viver
Aprender a viver a liberdade
Jluiz
Porque me fizeste nascer
E por tal hoje mo vens cobrar
Eu entendo que tenha sido a loucura
A procura do prazer
A fuga para tudo o mais esquecer
Mas:
Tu hoje vens-me dizer
Que eu já devia saber
O difícil que é viver
Quando se não vive em liberdade.
Sabes que.
Liberdade é o conhecer
Para assim poder escolher
É decidir o que fazer
Para que mais tarde não venha de novo a acontecer
Outro alguém vir perguntar
“Diz-me porque me fizeste nascer”
Assim a liberdade é responsabilidade
Por isso hoje eu quero
Do que tu sabes, aprender
Para eu poder crescer
E sentir a harmonia
Da partilha do saber
Viver
Aprender a viver a liberdade
Jluiz
Oh sedutora beleza
Cerro a porta e a janela.
Tapo os olhos e os ouvidos.
Bloqueio todos os outros sentidos.
Fujo de mim. E mesmo assim.
A cada dia mais me sinto perto dela.
Oh sedução traiçoeira.
Porque me fazes sentir.
Que por mais que corra e tente.
Fugindo eu de toda a Gente.
De ti sou incapaz de fugir
Oh sedutora beleza
Tu que aprisionas que me amarras
Que não as vendo
Sinto de ti essas garras
Que me tolhem o discernimento
Pudesse eu por um momento
Por apenas algum segundo
Ser diferente e até mais lesto
Esquecendo-me do meu passado
Dessa minha história de vida
Esqueceria todo o resto
Criaria em ti o outro mundo
Onde a paixão fosse real e bem vivida
Jluiz
A vida chama por mim
Carrego nos meus ombros a recordação da história antiga
De uma vivência de tantas vidas trazidas pela amizade
Mas hoje eu paro, eu olho e então vejo
Um chorar de alguém que demonstra ser seguro
Que chora num chorar simples e puro
Pois que foi vencido pela saudade.
Sinto
Mas,
Que me não falem de egoísmo
Que me não digam que lá fora
Há vida
E que ela fervilha e de resto continua
Que me não convidem para a rua
Que me não façam qualquer outra sugestão
Não e não
Não eu hoje não quero nada
Nem tão pouco a solidão
Quero chorar a minha frágua
Recordando com muita mágoa
O que foi uma vida de labuta e de paixão
Mas enfim
Eu sei que a vida lá fora não pára.
E que silenciosamente chama por mim.
Jluiz
Subscrever:
Mensagens (Atom)